Inferno particular

IMG-20170801-WA0030Eles se conheceram e viram que seria uma boa parceria. Ele era envolvente. Ela acreditou ser seu grande amor.

Cresceram profissionalmente, ele jornalista, ela produtora de TV. No amor, quase três anos de amizade e uma filha.

Surgiu a bebida, porres, ofensas, grosserias, danos na autoestima dela, humilhações, manipulação de decisões, ridicularização… Alcoolismo não justifica. A proibia de conversar com amigos, fazer amizades, controlava com quem poderia falar e lugares frequentados.
Violência psicológica é crime!

Venderam o carro dela para “limpar o nome” dele e mudar a vida. Ela ficou sem carro, com dívidas e ele livre. Não foi acordo, foi manipulação. Furto, retenção, destruição de bens, valores e recursos econômicos, é violência patrimonial.
Violência patrimonial é crime!

Houve adultério, ele estava saindo com uma funcionária da empresa dele. Ela perdoou e em alguns dias, o alcoolismo foi protagonista outra vez, por questões banais, irritou-se e levou-a numa rua deserta, mandou descer do carro e ela com a filha no colo, não houve compaixão, a agressão foi no meio da rua com pontapés. Depois tentou convencer que não agrediu, mas os exames registram traumatismo craniano, torácico e muitos hematomas.
Violência física é crime!

Saiu dizendo: ela é histérica, virou o diabo por uma discussão boba e um empurrãozinho, é má e proibiu de ver nossa filha.
Violência moral é crime!

Relação sexual não desejada é um ato criminoso.
Violência sexual é crime!

Sempre o agressor tenta convencer a vítima que não aconteceu nada grave ou que a culpa é dela. A mulher diante de ameaças de morte, vergonha, medo, dependência financeira, sente-se despreparada para denunciar ou romper a relação.

Mulheres em situação de violência doméstica precisam de apoio e conhecer seus direitos. Nenhuma Mulher Maravilha deve sofrer como Maria da Penha sofreu.

A Maria Maravilha está nas redes sociais para mostrar a essas mulheres maravilhosas que não precisam ficar nesse ciclo de violência, é preciso romper, denunciar.

Eu sou Alice Verdade, vivi essa história, denunciei o agressor e estou aqui para te ajudar.
#sobrevivi #eusoumariamaravilha #mariamaravilha #violênciadoméstica #respeito #aliceverdade #leimariadapenha

Apoio: Heloisa Nobre Cabeleireiro, André Gonçalves Martins, Taís Verdade Arte , Almofadas e Estofaria Verdade e Psicólogo Mauricio dos Santos Moreira

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Maria da Penha

Ela teve que sofrer pra mostrar ao mundo que o Brasil negligenciava a violência contra mulheres

FB_IMG_1502117556097“Uma mulher quando escolhe um homem, ela quer que seja para sempre”

Foi assim com Maria da Penha Maia Fernandes que, como tantas mulheres apaixonadas pela vida, apaixonou-se também por aquele homem cativante e encantador. Mas, depois de um longo tempo e três filhas, o marido modelo se transformou-se em uma pessoa cruel e impiedosa.

A partir desse momento, Maria passou por um calvário. Foram muitas ofensas, diálogos com insultos, cárcere privado, agressões físicas, um tiro no escuro e até a tentativa de homicídio por choque elétrico através de um chuveiro.

Assim como outros homens, o transgressor empenhou-se em conseguir provar sua inocência, mas os fatos eram contundentes e as provas não eram pertinentes.
Em outubro de 2002 o caso, ainda tramitando com lentidão na justiça, foi denunciado à Organização dos Estados Americanos (OEA), que acusou o Brasil de ser negligente com a violência doméstica.

Foi então que, depois de muitos anos de batalha na justiça, e com o crime prestes a prescrever, o ex-marido de Maria da Penha acabou preso – cumprindo, do tempo ao qual foi condenado, apenas 16 meses em regime fechado.

Assim, por orientação internacional, o governo brasileiro passou a adotar medidas mais severas em relação a crimes contra mulheres: o que antes era um crime que não dava cadeia, hoje não tem perdão.

Em 07 de agosto de 2006 foi sancionada a Lei número 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, a partir do caso dessa mulher maravilhosa. Sua história ganhou a atenção do mundo todo e é considerada um marco para a criação da lei contra violência doméstica mais famosa do país.

“A principal finalidade da lei não é punir os homens, é prevenir e proteger as mulheres de violência doméstica e fazer com que esta mulher tenha uma vida livre de violência. ”

Não deixe essa conquista ser desmerecida: lute por seus direitos e denuncie seu agressor.

Alice Verdade

APOIO: Heloisa Nobre Cabeleireiro Lúcia Oliveira De Andrade Advogada, André Martins Photography, Taís Verdade
Arte, Cinesupport Locações de Equipamentos para Filmagem, Almofadas e Estofaria Verdade